A Ilusão da Dualidade

Deixando a divisão para trás.

A mente adora o contraste.

É dependente dele.

Precisa do mal para entender o bom.

E do bom para entender o mal.

Mas essa limitação não é parte do coração (ou do subconsciente, se preferir).

Os olhos do coração enxergam para além dos conceitos da mente.

Enxergam aquilo que realmente É. Livre de palavras ou ideias a respeito daquilo que se é percebido.

A percepção pura não necessita de descrições daquilo que é percebido.

Assim como não temos como explicar o que é o branco para uma criança sem apontar para a cor branca.

O coração não consegue explicar para mente a beleza da experiência.

Poetas, pintores, músicos e artistas tentam.

E é daí que nascem todas as grandes criações da humanidade.

Quando a mente consegue se alinhar com o coração e a inspiração é materializada na experiência.

E para mente poder se comunicar com o coração com mais clareza, é necessário abandonar a ilusão da dualidade. O apego da mente ao contraste como ferramenta de entendimento da realidade.

A mente está sempre preocupada em classificar tudo dentro desses contrastes que ela enxerga.

Eventos são rapidamente categorizados como positivos ou negativos, não pela percepção clara, mas pela amalgama de pensamentos que são rapidamente processados e abstraídos em: gosto / não gosto, quero / não quero.

Se pudermos desacelerar um pouco esse processo veremos que existe espaço.

Esse espaço só pode ser percebido com atenção plena.

Nesse momento, temos uma chance, antes do pensamento se formar ele é apenas uma percepção. Um padrão energético formando-se na consciência.

Quando o padrão mental se concretiza em pensamentos se torna mais difícil de trabalhar com ele.

Porém, ao percebermos esse padrão temos a chance de desfazê-lo antes dele se tornar pensamentos, decisões e ações.

Dessa forma vamos gradualmente nos livrando da ilusão da dualidade.

Muito obrigado.

Forte Abraço,

Jonata Santos.