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A Consciência é Amor
Como nos aproximar do que somos de Verdade?
Tempo de leitura: 5 minutos
Já parou para pensar como costumamos associar nossa felicidade a coisas externas? Como se os eventos e acontecimentos da vida tivessem o poder absoluto de nos deixar tristes ou felizes.
Mas será que isso é uma verdade universal?
Na verdade, isso só acontece quando estamos identificados com nossa experiência daquele acontecimento. É um fenômeno fascinante: devido a um conjunto específico de crenças que possuímos, manifestamos reações específicas que mudam completamente de acordo com nosso contexto.
O Poder do Contexto
Vamos fazer um experimento mental:
Imagine que você chuta o canto da mesa com seu pé.
Naturalmente, você vai sentir dor. Mas aqui está o interessante: o nível de sofrimento atrelado àquela situação vai variar enormemente de acordo com seu humor e contexto no momento do evento.
Em um dia agradável: você rapidamente releva o que aconteceu
Em um dia difícil: aquilo pode se tornar a "gota d'água" que confirma que o universo realmente não gosta de você
Não é fascinante como a mesma experiência pode ser percebida de formas tão diferentes dependendo do seu contexto do momento?
Se você escolhe acreditar que o universo não gosta de você, a dor transcende o físico - ela se torna sofrimento no plano mental, reforçado pelo sentimento.
Nossa Consciência como o Amor
Em sua essência mais profunda, você é o Amor. Você é a Vida que está experienciando essa personalidade, esses pensamentos, esse corpo e essas emoções.
Quando você escolhe, com sua atenção, identificar-se com somente um aspecto do ser, você sente aquilo em tanta profundidade que esquece-se de quem é.
Somos a Vida Observando a Vida
Há uma verdade profunda que poucos percebem: somos todos a consciência experimentando a si mesma. Cada indivíduo da humanidade é responsável por experienciar uma fração única da consciência universal.
Essa experiência compartilhada nos une e nos permite navegar pelos diversos estilos e personalidades dentro da humanidade.
Mesmo de uma perspectiva puramente materialista-científica, isso faz sentido: a energia da Terra vem da mesma fonte - o sol, que passa por diversas transformações até animar toda a matéria como a percebemos.
As plantas necessitam de sol para crescer e servem de alimento ao pássaro que plana pelos céus nas correntes de vento formadas pelo aquecimento desigual da superfície terrestre pelo sol. O ser humano no chão observando tudo se alimenta de plantas e animais, todos na cadeia se alimentam de matéria que foi, em alguma medida, "energizada" pelo sol.
O ser humano é o único que é autoconsciente nesse processo.
Somos a energia do sol transmutando a matéria e observando a si própria.
Esse é o milagre da existência.
A Prática de Observar as Duas Telas da Vida
Você já teve a experiência de um sonho lúcido? De repente você percebe "estou sonhando" e consegue modificar tudo ao seu redor. Toda experiência se torna muito mais leve e lúdica.
O ato de acordar para sua essência é muito similar com essa experiência.
Temos duas "telas" na vida:
A tela do mundo externo: os acontecimentos "lá fora" - se está chovendo, onde você trabalha, com quem você convive
A tela do mundo interno: nossos pensamentos, emoções, sentimentos - aquilo que só você percebe
Quando algo bom está acontecendo no seu mundo externo, você fica imerso no prazer e, muitas vezes, esquece-se da própria existência.
Quando algo ruim está acontecendo, você hiper-foca nas suas sensações, no sofrimento e no pensar excessivo que busca uma saída da situação.
O Poder de Lembrar Sua Essência
Lembrar-se da sua essência é lembrar-se de estar no meio. Observar as duas telas simultaneamente. Quando você faz isso, você se percebe como o observador e o que está acontecendo “lá fora” e o que você está sentindo “aqui dentro” perdem um pouco da influência sobre sua experiência.
Nesse momento você cria espaço, e nesse espaço você percebe o amor que é seu direito de nascença. Sua essência é energia. É fluxo. É pura vida.
Nesse espaço, nessa condição, você tem acesso à totalidade das suas capacidades e está desperto para realizar as atividades da vida com precisão e competência.
Quando você está imerso em uma das telas, você perde suas habilidades e torna-se comandado pela externalidade.
💭 Reflexão da Semana: Como você tem observado suas duas telas? Está consciente do observador por trás de todas as experiências?
🌟 Para Lembrar: Você não é seus pensamentos, não é suas emoções - você é a consciência que observa tudo isso.